Pára ! Pára de me fazer chorar, cada palavra deste texto é uma lágrima
que deito. Todos os meus erros, todos as minhas derrapagens causaram
tudo isto, o culpado talvez seja eu, ou talvez não. Não entendo, juro
que não entendo como é que uma história tão bonita pode acabar assim,
aliás, será que acabou? Por mim ainda temos muito que viver, ainda temos
um futuro pela frente, mas para isso temos que esquecer o passado.
Estou a desvanecer por dentro, estou a desaparecer, já nada é como era, o
céu perdeu a cor, e o meu sorriso perdeu o brilho que tu lhe davas.
Tanto tempo, tantas palavras, tantas memórias, tantos sentimentos,
tantos beijos, tantas mãos dadas, tantos sorrisos, tantas gargalhadas,
tantas confissões, tantos segredos, tantos toques, tantos abraços, todos
eles caíram aos meus pés como gotas de chuva num dia de tempestade.
Vivo
um dia de cada vez, acordo e penso: «vou ser forte, vou esquecer-te e
seguir em frente.» mas todos sabemos que falar é fácil, agir é pior.
Todas as noites olho para as nossas fotografias, olho para todas as
nossas promessas e tudo o que partilhámos, toda uma história bonita,
perfeita, um conto digno de um livro de histórias de encantar. Tantas
vezes que fizeste o meu coração disparar, tantas vezes que vi o sol em
teus olhos, e tudo para acabar por meras palavras vazias? Semanas, meses
de amor sincero para acabar por causa de uma merda história? Estou
magoado, tu estás magoado, eu sei que estás, e peço desculpa se te
magoei.
Não consigo parar de chorar, porque dizes que me amas, que
tens saudades, mas que mesmo assim não consegues voltar para mim, dizes
que perdeste a confiança, dizes que já não acreditas em mim. Eu amo-te,
muito. Eu preciso de ti, e de toda a tua estupidez, dos teus beijos
doces e das tuas palavras cheias. Preciso do toque dos teus dedos, que
mesmo tendo peles são suaves, preciso do teu cabelo oxigenado, preciso
do teu sorriso, preciso da tua luz, da tua voz, preciso que voltes a
chamar-me amor, preciso dos teus ''morning kisses'', preciso de ti.
Vá lá, deixa esse orgulho de lado, e volta para mim.
domingo, 21 de outubro de 2012
domingo, 14 de outubro de 2012
era para ser mais uma das cartas.
Está
a chover lá fora, eu estou exausto, o sol já se pôs e tu não estás
aqui. Não estás agora, e não sei quando vais estar. Não abandonas o meu
pensamento como alguém que sempre conheci, amo-te como alguém que sempre
tive, e sinto a tua falta como alguém que foi, e não voltou. Como a Lua sente a falta do Sol a meio da noite, eu sinto a tua.
Tenho
fome, tenho que ir tomar banho e ver se estudo. No entanto, és a minha
única prioridade. Sinto que nada mais importa para além de ti, do que
dizes, do que escreves e fazes. E tenho tanto medo. Tenho medo de
nós, do que somos, do que seremos e do que nunca vamos conseguir ser.
Tenho medo de que me abandones, tenho medo de acordar de manhã e ser só
mais um contacto na tua lista telefónica. Tenho medo que arranjes alguém
melhor e que tudo falhe, mesmo antes de começar, mesmo antes de
tentarmos. Estou perdido entre o que sinto por ti e a música alta que
oiço. Estou uma confusão e já não sei o que digo, o que disse ou quis
dizer. Mas estou tão feliz, por te ter comigo, por ser teu. Acho que
finalmente encontrei um caminho, junto a ti, meu amor.
Não pedi nada disto. Nem eu, nem tu. Mas sabe tão bem.
confusão.
Tanta
coisa passa, tanta coisa fica, tanta coisa vai, tanta coisa volta. E eu
parado, no meu quarto desarrumado, à espera de entender a ironia de
viver. Estou sozinho, não sei por quanto tempo, mas sei que a música
alta que estou a ouvir me aconchega mais do que qualquer um dos meus
amigos neste momento. Estou perdido dentro da confusão que causei,
dentro de mim, dentro de nada. Dentro do vazio que criei pela razão que
impus a ninguém mais, para além de mim próprio. Estou fora de mim,
estou fora do alguém que um dia fui, à procura de me encontrar perto do
que me fazia feliz, e foi embora. Nada encontro além de tempo perdido e
uma mísera esperança que me mantém acordado, à espera. Perdi a conta dos que foram e não voltaram. Das perguntas naufragadas, no mar de incógnitas onde permaneço petrificado, à espera. À espera de mim, de ti, e de tudo o que me fazia feliz. O meu cigarro está a acabar, e o café arrefeceu enquanto escrevia. E eu, só não sei o que fazer.
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
quem eu sou? o que ando aqui a fazer? olho para o espelho e já não me conheço a mim próprio! tudo o que tinha perdi, todas as qualidades se foram... estou FARTO que me deitem abaixo. tudo o que sinto não faz sentido, quem sou eu realmente? serei o mesmo que era? nada do que faça está bem feito, quero saber o que realmente se passou comigo, não sei o que se passa, preciso urgentemente de ajudaaaaaaa! só tenho de agradecer a pessoa que mais amo neste momento e aos meus verdadeiros amigos! tento esconder mas não consigo, a ti meu amor e a todos vocês quero pedir imensas desculpa por não ser aquilo que esperavam de mim!
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